Fui preso em flagrante e não sei o que fazer. Quais são meus direitos em Parobé, RS
Parobé · RSCriminal
Saber como agir e quais são os direitos de quem foi preso em flagrante, desde o momento da abordagem até a audiência de custódia.
Ser preso em flagrante é um momento de muito medo, mas você tem direitos garantidos pela Constituição. O principal é permanecer calado e contar com um advogado. Nada do que você diga sem orientação pode ser usado para piorar a sua situação, e nem todo flagrante significa que você ficará preso.
Como buscar solução em Parobé
Em Parobé, como em todo o RS, o tema segue a legislação federal; a diferença local está no fluxo do foro da comarca, nos tempos de tramitação e na oferta de atendimento público na região. A OAB RS mantém subseções que orientam quem procura um profissional na região de Parobé; já quem não pode pagar encontra na Defensoria Pública do Rio Grande do Sul o caminho, e o CEJUSC ajuda a tentar acordo antes do processo.
Sendo Parobé um município do interior do Rio Grande do Sul, alguns procedimentos podem tramitar em comarca regional ou na capital Porto Alegre, dependendo da matéria. No Sul, a estrutura de CEJUSCs e juizados é bem distribuída, e a conciliação prévia costuma ser um caminho rápido antes do processo. Como cada caso tem detalhes que mudam o resultado, o ideal é conversar com um advogado que atue em Parobé e conheça a Justiça do Rio Grande do Sul.
Quem está em Parobé pode considerar também profissionais de Esteio, Porto Alegre e Guaíba, cidades vizinhas da mesma microrregião: com o processo eletrônico, a distância deixou de ser barreira.
Para uma análise individual, veja profissionais de criminal que atendem Parobé e região.
Como costuma acontecer
A prisão em flagrante acontece quando a pessoa é detida durante a prática de um crime ou logo depois dele. A pessoa é levada à delegacia, onde a autoridade policial registra a ocorrência e lavra o auto de prisão em flagrante, ouvindo testemunhas e o próprio preso, se ele quiser falar.
Muita gente, por nervosismo, acaba dando explicações ou assinando documentos sem entender o conteúdo, o que pode prejudicar a defesa. É comum também o preso não saber que tem direito a avisar a família e a falar com um advogado antes de qualquer depoimento.
Depois da prisão, em geral em até 24 horas, a pessoa deve ser apresentada a um juiz na chamada audiência de custódia. Nesse momento, decide-se se a prisão será mantida, se vira prisão preventiva ou se a pessoa responde em liberdade, com ou sem medidas como fiança.
O que fazer (passo a passo)
- 1
Fique calado e mantenha a calma
Você tem o direito de não responder perguntas e de não se incriminar. Diga com educação que só vai falar na presença de um advogado.
- 2
Peça para avisar a família e um advogado
Você tem direito de comunicar a prisão a um familiar e de ter assistência de advogado. Se não puder pagar, peça a Defensoria Pública.
- 3
Não assine o que não entender
Leia ou peça que leiam o que você vai assinar. Relate qualquer agressão ou abuso que tenha sofrido na abordagem ou na delegacia.
- 4
Prepare-se para a audiência de custódia
Nessa audiência o juiz avalia a legalidade da prisão. Ter um advogado presente aumenta as chances de responder ao processo em liberdade.
Ferramenta interativa
Monte seu caso e veja o que falta
Marque o que você já tem em mãos e o que já fez. A ferramenta calcula seu progresso e mostra qual é o próximo passo — para você chegar organizado a um advogado.
Documentos que você já tem
Passos que você já deu
Comece marcando acima o que você já tem e o que já fez.
Próximo passo: Fique calado e mantenha a calma
Faltam reunir 5 documentos da lista.
Prefere já falar com um advogado? Encontre na sua cidadeFerramenta de organização pessoal. Não substitui a orientação de um advogado nem garante resultado — cada caso é analisado individualmente.
Direitos envolvidos
- Permanecer em silêncio e não produzir prova contra si mesmo, sem que isso seja interpretado como confissão.
- Ser assistido por advogado e, se não tiver condições, pela Defensoria Pública gratuitamente.
- Comunicar a prisão à família ou a pessoa de confiança e saber o motivo da detenção.
- Ser tratado com respeito e integridade física, sem tortura, agressões ou humilhações.