O dono não devolve a caução do aluguel. O que fazer em Maceió, AL
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Entender como recuperar o valor do depósito de garantia (caução) que o proprietário se recusa a devolver após a saída do imóvel.
Quando você aluga um imóvel e deixa um valor de garantia (a caução), esse dinheiro continua sendo seu. Ao entregar as chaves, se o imóvel estiver em ordem, o proprietário deve devolver a quantia, em geral corrigida. Se ele se recusa ou enrola, você tem caminhos para cobrar.
Como buscar solução em Maceió
Para quem vive em Maceió/AL, resolver isso não exige ir à capital: a comarca da região e os canais eletrônicos do Tribunal de Justiça de Alagoas concentram a maior parte dos atos. A OAB AL mantém subseções que orientam quem procura um profissional na região de Maceió; já quem não pode pagar encontra na Defensoria Pública de Alagoas o caminho, e o CEJUSC ajuda a tentar acordo antes do processo.
Como Maceió é a capital de Alagoas, concentra varas especializadas e os principais órgãos estaduais, o que costuma ampliar as opções de atendimento. No Nordeste, a rede de Defensorias e juizados é ampla, e boa parte dos atos já é feita por meio eletrônico, o que agiliza quem se organiza com antecedência. Cada comarca tem a sua rotina; um advogado que já atua em Maceió/AL conhece o funcionamento do foro local e evita passos em falso.
Quem está em Maceió pode considerar também profissionais de Barra de São Miguel, Satuba e Pilar, cidades vizinhas da mesma microrregião: com o processo eletrônico, a distância deixou de ser barreira.
Para uma análise individual, veja profissionais de imobiliário que atendem Maceió e região.
Como costuma acontecer
A caução é um valor que o inquilino deposita no início do contrato como garantia, normalmente limitado a até três meses de aluguel. Esse dinheiro não pertence ao dono: é uma reserva para cobrir eventuais danos ou dívidas e deve voltar para o inquilino ao final, salvo se houver prejuízo comprovado.
O problema costuma surgir quando o locador alega danos no imóvel, contas atrasadas ou simplesmente para de responder. Em muitos casos, o proprietário retém o valor sem apresentar provas concretas dos supostos prejuízos, ou desconta reformas que seriam de responsabilidade dele, e não do inquilino.
Outra situação comum é o dono devolver só uma parte, sem prestar contas claras do que foi descontado. Quando a caução foi feita em poupança vinculada ao contrato, ela ainda deve ser devolvida com a correção, e não pode ser usada pelo locador como se fosse renda própria.
O que fazer (passo a passo)
- 1
Faça a vistoria de saída
Compare o estado atual do imóvel com a vistoria de entrada e registre tudo com fotos e vídeos datados. Isso prova que você devolveu o imóvel em boas condições.
- 2
Cobre formalmente por escrito
Envie uma mensagem ou notificação pedindo a devolução e dando um prazo. Guarde o comprovante do pedido, pois ele será útil caso precise ir à Justiça.
- 3
Tente o Procon ou um acordo
Se não houver resposta, procure resolver por meio de conciliação. Muitas vezes a simples sinalização de uma ação resolve a pendência.
- 4
Procure um advogado ou o Juizado
Para valores menores, é possível acionar o Juizado Especial Cível, em alguns casos sem advogado. Um profissional pode orientar sobre o melhor caminho.
Ferramenta interativa
Monte seu caso e veja o que falta
Marque o que você já tem em mãos e o que já fez. A ferramenta calcula seu progresso e mostra qual é o próximo passo — para você chegar organizado a um advogado.
Documentos que você já tem
Passos que você já deu
Comece marcando acima o que você já tem e o que já fez.
Próximo passo: Faça a vistoria de saída
Faltam reunir 5 documentos da lista.
Prefere já falar com um advogado? Encontre na sua cidadeFerramenta de organização pessoal. Não substitui a orientação de um advogado nem garante resultado — cada caso é analisado individualmente.
Direitos envolvidos
- Receber de volta o valor da caução, em geral corrigido, quando o imóvel é devolvido sem danos e sem dívidas pendentes.
- Exigir que o proprietário comprove, com documentos e vistoria, qualquer desconto que pretenda fazer.
- Não arcar com o desgaste natural do imóvel pelo uso normal nem com reformas que são obrigação do dono.
- Em muitos casos, pleitear correção e, havendo retenção indevida, eventual indenização, conforme a situação concreta.