Ação de despejo em Abadia de Goiás: prazos e como funciona
Guia aplicado a Abadia de Goiás, GO
A Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) regula o despejo no Brasil. As principais hipóteses são: falta de pagamento, infração contratual, denúncia vazia, retomada para uso próprio ou de família, e venda do imóvel a terceiros. Cada uma tem regra distinta de prazo e contestação.
Como este guia se aplica em Abadia de Goiás, GO
Em Abadia de Goiás, como em todo o GO, o tema segue a legislação federal; a diferença local está no fluxo do foro da comarca, nos tempos de tramitação e na oferta de atendimento público na região. Nos casos de menor valor, os juizados especiais que atendem Abadia de Goiás têm entrada gratuita; para orientação, valem a Defensoria Pública de Goiás e a subseção da OAB GO da região.
Sendo Abadia de Goiás um município do interior de Goiás, alguns procedimentos podem tramitar em comarca regional ou na capital Goiânia, dependendo da matéria. No Centro-Oeste, a proximidade com a capital Goiânia facilita o acesso a órgãos estaduais, mas muitos trâmites já são resolvidos online, sem deslocamento. Documentos organizados e prazos anotados valem ouro: leve tudo à primeira conversa com um advogado que atenda Abadia de Goiás e região.
Quem está em Abadia de Goiás pode considerar também profissionais de Guapó, Santo Antônio de Goiás e Senador Canedo, cidades vizinhas da mesma microrregião: com o processo eletrônico, a distância deixou de ser barreira.
Por isso, antes ou depois de ler o guia, vale conversar com um advogado que atue em Abadia de Goiás — quem conhece o foro local sabe acelerar a parte processual. Veja advogados em Abadia de Goiás.
Despejo por falta de pagamento
Hipótese mais comum. Locador pode ajuizar ação após o vencimento do aluguel não pago. Existe a 'purgação da mora' — o inquilino tem 15 dias após a citação para pagar tudo (aluguel + multa + custas + juros) e manter o contrato. Só pode purgar a mora uma vez a cada 24 meses (art. 62, II da Lei do Inquilinato).
Despejo liminar — quando o juiz manda sair em 15 dias
Há hipóteses em que o juiz concede liminar com prazo curto para desocupação (art. 59, §1º da Lei 8.245/91): contrato sem fiança ou garantia idônea, descumprimento de mútuo acordo de desocupação, término do prazo do contrato sem prorrogação, locação para temporada vencida.
Despejo por denúncia vazia
Cabe quando o contrato escrito por prazo determinado venceu e está em vigência por prazo indeterminado (foi prorrogado tacitamente). O locador pode pedir o imóvel sem motivo declarado, com prazo de 30 dias para desocupação. Não cabe em locações comerciais com contrato vigente.
Despejo para uso próprio ou de familiar
Cabe em locações por prazo indeterminado, mesmo decorrentes de contrato originalmente determinado. Tem que comprovar que o imóvel será efetivamente usado pelo locador ou por ascendente/descendente/cônjuge — uso comercial próprio também vale. Há retomada similar para 'demolição e edificação licenciada'.
Prazos de desocupação após decisão
- Falta de pagamento sem purgação: 15 dias (após sentença)
- Liminar concedida: 15 dias
- Denúncia vazia: 30 dias
- Sentença comum sem liminar: 30 dias
- Locação para hospital/escola/repartição: 6 meses (proteção especial)
Direitos do inquilino antes e durante o despejo
- Ser cientificado por mandado judicial (não basta ligação ou e-mail)
- Direito de contestar e produzir prova (excessivamente comum: provar que pagou, que o imóvel tem vícios graves)
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora uma ação de despejo?
Quando há liminar: 30 a 60 dias para desocupação. Sem liminar e com contestação: 6 a 18 meses até sentença. A maioria se resolve em acordo na audiência de conciliação.
Sou idoso, isso me protege do despejo?
Não há proteção específica por idade na Lei do Inquilinato. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) prevê prioridade na tramitação, mas não impede o despejo legalmente cabível. Defensoria Pública atende gratuitamente.
Posso entrar com despejo sem advogado?
Não. Despejo é ação cível comum, obrigatório advogado. Custas variam por estado, em geral 2% do valor pedido (12 meses de aluguel é a base usual). Defensoria Pública atende locadores que se enquadram nos critérios de renda.
O fiador continua respondendo após o vencimento do contrato?
Sim, enquanto durar a prorrogação automática, salvo se o fiador notificar formalmente o locador desejando desonerar-se. STJ Súmula 214 e art. 39 da Lei 8.245/91.