Etapa 1 — Notificação de Autuação (NA)
É o primeiro documento que chega. Não é cobrança — é apenas o aviso de que houve uma infração registrada. Você tem prazo (geralmente 30 dias, indicado na própria notificação) para apresentar 'Defesa Prévia' ou 'Indicação de Condutor' (se quem dirigia era outra pessoa).
Etapa 2 — Defesa Prévia
É o recurso mais barato e simples. Não precisa pagar nada. Você protocola — pelo Detran online, app oficial do estado, Correios — argumentando por que a multa deve ser cancelada. Se aceita, a multa some antes mesmo de virar boleto.
Etapa 3 — JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações)
Se a defesa prévia for indeferida ou perdida, vem a Notificação de Penalidade. Aí cabe recurso à JARI, com prazo de 30 dias. A JARI é um colegiado administrativo composto por servidor do órgão de trânsito, representante de entidade da sociedade e mais um. Análise técnica.
Etapa 4 — CETRAN ou CONTRAN
Última instância administrativa, quando a JARI indefere. CETRAN no caso de multas estaduais/municipais. CONTRAN para multas federais (PRF). Prazo também de 30 dias. Composição maior e mais qualificada — alguns casos só viram a favor do motorista aqui.
Erros formais que invalidam a multa
- Notificação enviada após 30 dias do auto (CTB, art. 281, parágrafo único, II) — defesa pronta
- Local da infração mal descrito ou genérico ('Av. Paulista, próximo ao número' sem número)
- Placa do veículo registrada com erro de digitação
- Velocidade aferida com radar fora do prazo de calibração (Inmetro)
- Sinalização de via inadequada ou inexistente
- Agente de trânsito sem identificação no auto
- Hora ou data do auto incompatível com a notificação
- Pena aplicada divergente do código de infração (ex.: gravíssima cobrada como grave)
Argumentos que costumam funcionar